Escrevo porque minha alma transborda.
Não consegue achar caminhos por terra,
E sai envaidecida procurando-os pelo papel.
O rascunho de tudo o que cabe aqui.
E nas letras vão se formando,
Às vezes, meus sonhos idealizados,
Com lindos castelos e príncipes encantados.
Por vezes são lágrimas,
Que saem a rodopiar pelo papel,
Procurando um sentido ou uma direção qualquer.
Sorrisos são pintados em muitas folhas,
Alegrias de manhãs ou noites de luar,
Aqueles dias em que a alma encontrou seu lugar.
Desaprovação, crítica e tristeza,
Por esse mundo que anda tão perdido.
Fome, desastres... Tudo muito sofrido.
Somente uma certeza tenho.
De que mil faces se escondem num mesmo livro,
E do que farei minhas páginas hoje?
Não sei dizer.
Só sei que hoje não sou a mesma de ontem.
E espero não ser a mesma de amanhã.